Os pontos cegos

Norah O’Donnell passou três décadas perseguindo grandes histórias. Dos destroços do 11 de Setembro à violência silenciosa escondida dentro das forças armadas, ela viu de tudo. Mas seu mais novo projeto está chegando mais perto de casa. Saudável será lançado em 22 de julho e já a está forçando a reconsiderar o que ela pensa que sabe sobre ser mulher e permanecer viva.

“Como jornalista, sempre digo ‘Diga-me algo que não sei’ e estamos realmente fazendo isso aqui.”

Ela é jornalista. Está no sangue. Ou pelo menos o radar. Exceto que às vezes o radar falha. Como o episódio sobre câncer de pulmão em quem nunca fumou. Especificamente em mulheres.

Não estava na tela dela.

Ela se considera uma pessoa bem lida. Vem de uma família de cientistas, certo? Isso não significa muito quando os dados mudam mais rápido que as manchetes. O câncer de pulmão está aumentando em pessoas que nunca acenderam um fósforo. Por quê? Ninguém quer saber. O’Donnell está lá para fazer aos especialistas as perguntas que temos medo de fazer ao Google às 2 da manhã. Hormônios. Movimento. A ligação entre o que você come e a névoa que toma sua mente. Temos todas essas informações e estamos mais confusos do que antes.

O podcast corrige isso, permitindo-nos interromper. Envie uma pergunta. Obtenha uma resposta. Verdadeiros especialistas. Sem fofo.

O corpo de 52 anos

Vamos falar sobre O’Donnell aos 52 anos.

Ela mudou. Os hábitos agora têm menos a ver com uma boa aparência para uma câmera e mais com ficar em pé. Ela treina duas ou três vezes por semana com Kira Stokes. É funcional. Força. Mobilidade. Muitas bandas.

“Eu descrevo isso como treinamento preventivo.”

Não é por estética. É para ela não estourar um ligamento jogando tênis no sábado de manhã. Burpees estão fora de questão. A rosca bíceps está na moda. Finalmente.

O cardio vem em doses menores. Caminhadas. Quase todos os dias. Há uma nova regra depois do jantar: mova-se por vinte minutos. Os níveis de insulina precisam ser gerenciados. Ela come o arco-íris. Sempre fez. Ela era uma corredora no ensino médio, então a nutrição começou jovem, mas a versão atual é intensa.

Cubos de gelo de cúrcuma.

Não é uma piada.

Seu smoothie matinal é um conjunto de química. Mirtilos. Banana congelada. Abacaxi. Iogurte grego Fage. Manteiga de amêndoa. Creatina. Menta talvez. Pimenta preta adicionada propositalmente. Ativa a curcumina. Sem ele, o açafrão é apenas uma borra de laranja cara.

O almoço é salada. O jantar é composto por proteínas e vegetais e termina às 20h30.

A hora de dormir segue logo depois. Acorde às 4h30. As horas tranquilas são dela. Sem telefones. Sem barulho. Apenas lendo. Trabalhar. Silêncio.

“Meus produtores adoram o segmento ‘Turning the Tables’. Eu odeio isso.”

É aí que ela se senta na berlinda. Os ouvintes podem interrogá-la sobre suas rotinas. Ela ri, mas diz que não gosta das perguntas. Quem gosta de ser interrogado na frente de um microfone?

Clique no trailer. Assista à prévia. Veja se você aprende algo que ainda não suspeitava que estava fazendo de errado.

Provavelmente todos nós estamos.